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Mais que coadjuvantes, vices ganham papel estratégico na corrida presidencial

cbn5 de setembro de 2026 às 04:00

Na corrida presidencial brasileira, a escolha do vice-presidente deixou de ser um papel coadjuvante para ganhar importância estratégica. Esses nomes carregam missões específicas: conquistar novos eleitorados, blindar fragilidades políticas e costurar apoios regionais e institucionais. Especialistas ouvidos pela CBN apontam que os vices expõem com clareza a tática que cada candidatura adotou para conquistar o eleitor.

O marqueteiro Alberto Lage explicou que a função de um candidato a vice vai muito além de conquistar votos. Segundo ele, a regra número um é não atrapalhar, a regra número dois é ajudar a formar a coalizão partidária, e, por fim, os vices podem ser usados para suavizar ou contrapor problemas de imagem do candidato titular.

Na busca pela reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, aposta na manutenção de uma fórmula que deu certo anteriormente. Seu vice, Geraldo Alckmin, do PSB, tem um histórico de atuação na direita e foi filiado ao PSDB por mais de três décadas. Ele foi escolhido para compor a chapa justamente para equilibrar o perfil ideológico do candidato titular.

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