O Tribunal de Justiça de Pernambuco determinou, na quinta-feira, um prazo de dez dias para que o prefeito do Recife, João Campos (PSB), preste esclarecimentos sobre uma declaração polêmica. Em um vídeo, Campos afirmou que "quem senta na cadeira para governar" o estado "não pode estar coordenando uma milícia digital", em referência à governadora Raquel Lyra (PSD).
A decisão atendeu a um pedido da equipe jurídica de Raquel Lyra. O caso ocorre em meio a uma troca de acusações entre as campanhas rivais sobre a existência de supostos "gabinetes do ódio" usados para atacar adversários políticos.
A postagem de João Campos foi feita após uma reportagem da TV Record, publicada há dez dias, que revelou que a Polícia Federal investiga a atuação de uma suposta rede de perfis que receberia dinheiro público para atacar adversários políticos.
Segundo a investigação, Amisadai Andrade da Silva, que trabalhava na Secretaria de Turismo e Lazer do governo Lyra, estaria na linha de frente desse suposto esquema de perfis ataca-adversários.




