A primeira edição da "Bienal Internacional de Artes e Ofícios" arrancou em Castelo Branco no dia 4 de setembro, no Centro de Cultura Contemporânea, com um programa dedicado à valorização do património, saberes tradicionais e indústrias criativas. A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Castelo Branco, decorre até 5 de setembro integrada na programação do "Festival Sabores de Perdição". A sessão de abertura contou com a presença do presidente da câmara, Leopoldo Rodrigues, e com um momento musical das "Batucadeiras" do Centro Cultural de Cabo Verde de Lisboa.
A programação do primeiro dia incluiu duas mesas-redondas: "Identidade Local e Economia Criativa: Instrumentos Públicos para Valorizar o Património" e "O Bordado de Castelo Branco: Tradição e Inovação". Entre os participantes esteve Sofia Lourenço, cônsul honorária de Cabo Verde, António Pinto Dias Rocha, cônsul honorário do Brasil, e Américo Rodrigues, diretor-geral das Artes. Durante a tarde foi inaugurada a exposição "O Mundo Bordado à Mão" e realizada uma visita guiada ao Museu dos Têxteis.
A Bienal surge na sequência da integração de Castelo Branco na Rede de Cidades Criativas da UNESCO em outubro de 2023, na categoria de "Artesanato e Artes Populares", procurando criar uma plataforma de diálogo sobre salvaguarda e valorização económica do património cultural. A organização está a cargo de Sónia Abreu, chefe da Divisão de Museus e Cultura da câmara municipal.
No segundo dia, 5 de setembro, o programa inclui apresentações de práticas e projetos de diferentes Cidades Criativas da UNESCO, como Castelo Branco, Barcelos, Caldas da Rainha, Covilhã e Matosinhos, entre outras. Às 14h30 realiza-se a mesa-redonda "Transformar a Tradição em Valor: Empreendedorismo e Internacionalização nas Indústrias Criativas", com a participação de Luciano Barbosa, prefeito de Arapiraca no Brasil, e Marielza Rodriguez, gestora do Programa do Artesanato Paraibano. O encerramento está previsto para as 16h, seguindo-se uma visita ao Centro de Interpretação do Bordado.




