A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma iniciativa para adotar um novo mapa-mundo que representa as dimensões reais do continente africano. A proposta foi promovida pelo Togo e contou com o apoio da União Africana.
O objetivo principal desta mudança é corrigir as distorções existentes nos mapas tradicionais, que subdimensionam as regiões localizadas a sul do Equador. Estas representações distorcidas têm raízes históricas na projeção de Mercator, desenvolvida no século XVI.
Um exemplo concreto desta distorção pode ser observado na comparação entre África e a Gronelândia. Nos mapas convencionais, os dois territórios aparecem com tamanhos semelhantes, quando na realidade África é 14 vezes maior do que a Gronelândia.
A aprovação pela assembleia da ONU representa um passo significativo para uma representação geográfica mais precisa e equitativa do mundo, especialmente no que diz respeito ao continente africano e a outras regiões do hemisfério sul.




