Paragrafino Pescada escreveu uma crónica-satírica onde critica a abordagem de Portugal em relação à agricultura e à imagem nacional. O articulista sugere que as atividades agrícolas são deixadas para os imigrantes, caracterizando esse trabalho como sujo e cansativo.
Na sua crítica, Pescada propõe que Portugal deveria apostar numa estratégia que denomina ironicamente como "farmar aura". Esta expressão refere-se à criação de uma imagem cuidadosamente curada do país, focada em torná-lo visualmente atraente.
O autor argumenta que o objetivo deveria ser transformar Portugal num "lindo país virtual", onde a aparência e a perceção pública têm mais peso do que a substância ou a produção real. Esta sátira aponta para uma tendência de priorizar a imagem sobre a substância.
A crónica funciona como uma crítica social à forma como o país gere os seus recursos humanos e a sua identidade nacional, usando o humor e a ironia para destacar o que o autor considera contradições na estratégia portuguesa.




