CONFAGRI pede ao Governo fim da diferença de 20 cêntimos no gasóleo agrícola face a EspanhaFoto de Franco Monsalvo no Pexels
Negócios

CONFAGRI pede ao Governo fim da diferença de 20 cêntimos no gasóleo agrícola face a Espanha

Jornal Económico4 de setembro de 2026 às 17:09

A CONFAGRI pediu ao Governo português que elimine ou reduza significativamente a diferença de 20 cêntimos no preço do gasóleo agrícola face a Espanha, considerando que esta disparidade coloca os produtores nacionais numa situação de desvantagem competitiva. A confederação defende que os custos de energia e combustíveis têm um peso determinante nos custos de produção agrícola e agroalimentar, tornando-se insustentável exigir aos agricultores nacionais que concorram no mesmo mercado com custos de fatores de produção significativamente mais elevados.

A segunda prioridade da CONFAGRI prende-se com o futuro da Política Agrícola Comum. A confederação alerta que a proposta da Comissão Europeia aponta para uma redução de aproximadamente 17% na dotação financeira da PAC, o que surge num momento em que a agricultura precisava de aumentar o investimento. A organização propõe que Portugal lute pela manutenção do financiamento e que, adicionalmente, pelo menos 10% da dotação total dos planos de parceria nacionais e regionais seja destinada ao desenvolvimento sustentável e ao investimento nos setores agrícola, florestal e da bioeconomia.

A terceira medida defendida pela CONFAGRI é a simplificação administrativa. A confederação aponta que licenciamentos, candidaturas a apoios públicos, obrigações declarativas e múltiplos pareceres aumentam os custos de contexto e atrasam investimentos. A organização propõe a criação de um programa efetivo de simplificação, com menos procedimentos, eliminação de obrigações redundantes, maior articulação entre entidades públicas e prazos claros para decisões.

As três propostas apresentadas ao Governo têm um objetivo comum: garantir que a agricultura portuguesa mantém condições para investir e competir. Para a CONFAGRI, a agricultura, a floresta e a bioeconomia são setores estratégicos para a economia portuguesa, contribuindo para a criação de riqueza e emprego, a preservação do território, a redução de dependências externas e a capacidade de resposta do país perante futuras crises.

Notícias relacionadas

Negócios

No Porto, o Kiosk Bar à espera de quem pára

No Porto, o Kiosk Bar é descrito como um espaço pequeno e preciso, extensão quotidiana do Fabrik, que se destaca pela sua esplanada e presença na rua, onde a sua "alma geométrica" se amplia. Trata-se de um estabelecimento que ganha dimensão através da sua ligação ao exterior e à vida urbana circundante.

Público05/09/26, 08:11
Negócios

Obras na A25 vão custar quase 10 milhões de euros

A concessionária da autoestrada A25 lançou um concurso público para a realização de obras de pavimento num troço entre a Barra, na Gafanha da Nazaré, e Albergaria-a-Velha, num investimento de quase 10 milhões de euros.

Diário de Aveiro05/09/26, 08:00
Regabofe: na nova marisqueira de Lisboa, as refeições são "sem cerimónias"
Negócios

Regabofe: na nova marisqueira de Lisboa, as refeições são "sem cerimónias"

Um grupo de seis amigos abriu o Regabofe, uma nova marisqueira em Lisboa, com um conceito descontraído e "sem cerimónias", onde servem cones de camarão, croquetes e gambas da costa. O restaurante tem apostado numa abordagem informal ao marisco, que tem conquistado os clientes e não passou despercebida.

Sábado05/09/26, 08:00
Negócios

'Petróleo chique' na Foz do Amazonas? Amostras indicam óleo tão leve quanto o da Guiana, dizem fontes

A Petrobras descobriu petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, e as análises iniciais das amostras do poço Morpho indicam um petróleo leve de boa qualidade, com grau API entre 35 e 40, comparável ao petróleo da Guiana, considerado "petróleo chique" pela indústria.

oglobo05/09/26, 08:00