O leitor Alexandre Henriques avistou uma cobra a 29 de agosto em Águeda, Aveiro, e contactou a Wilder para saber a que espécie pertencia. O leitor explicou que a cobra apareceu em sua casa, tendo sido colocada no quintal, e que o animal tentou morder.
A identificação foi feita por Diogo Parrinha, herpetólogo e aluno de doutoramento do BIOPOLIS/CIBIO. Trata-se de uma cobra-de-escada (Zamenis scalaris), completamente inofensiva e não venenosa.
Esta espécie pode atingir os 160 centímetros de comprimento e é a segunda serpente com maior área de distribuição em Portugal, apenas ultrapassada pela cobra-rateira. Encontra-se bem distribuída por todo o território continental português, especialmente até aos 800 metros de altitude, sendo mais fácil de observar entre abril e outubro. O seu habitat preferido são azinhais ou sobreirais abertos, bem como paisagens agrícolas, onde procura vegetação junto aos rios e orlas e muros que dividem os campos de cultivo.
As cobras-de-escada enfrentam ameaças significativas, incluindo atropelamentos, pois procuram o calor retido no asfalto durante a noite para se aquecerem, e a destruição do seu habitat natural.




