A diplomacia francesa anunciou nesta sexta-feira (4) que abandonará os mapas-múndi que utilizam a projeção de Mercator, argumento que ela contribui para supervalorizar visualmente certas regiões em detrimento de outras, particularmente a África. A França se une assim a uma iniciativa da União Africana, que, com apoio francês, apresentará um documento à ONU para promover projeções cartográficas mais justas ou mais científicas, que sejam mais fieis ao tamanho real dos continentes.
A dificuldade com os mapas reside em como traduzir a forma esférica da Terra para uma superfície plana, um desafio cartográfico que sempre existiu. O geógrafo, cartógrafo, filósofo e teólogo Gerardus Mercator, nascido em 1512 no que hoje é a Bélgica, apresentou a projeção que leva seu nome em 1569, com o objetivo de facilitar a navegação marítima. No entanto, seu mapa é eurocêntrico, o que significa que coloca a Europa no centro e distorce o tamanho relativo dos continentes, fazendo com que a África apareça menor do que realmente é em relação à Europa.




