A Assembleia Geral da ONU votou nesta sexta-feira uma resolução proposta pelo Togo para que o mundo abandone formalmente o mapa tradicional de Mercator em favor de uma representação que mostre com mais precisão o tamanho real da África. A votação ocorreu no mesmo dia mencionado na manchete, com o objetivo de corrigir distorções cartográficas que existem há quase cinco séculos.
Robert Dussey, ministro das Relações Exteriores do Togo, afirmou que a resolução contou com apoio de diversos países, incluindo os outros 54 Estados-membros da União Africana. O chanceler enfatizou que a discussão é científica e não política, uma vez que existem provas científicas que demonstram as imprecisões do mapa atual.
Embora as resoluções da ONU não sejam vinculantes, Dussey defendeu que podem servir como diretriz para escolas e também influenciar aplicativos de tecnologia, que historicamente adotaram a projeção de Mercator. O ministro argumentou que todos devem aceitar a realidade geográfica correta.
O sistema de projeção de Mercator foi introduzido pelo cartógrafo flamengo Gerardus Mercator em 1569, com o objetivo original de auxiliar marinheiros na navegação marítima. Quase cinco séculos depois, a comunidade internacional debate agora a necessidade de adotar uma representação mais fiel das dimensões dos continentes.




