Milei ameaça empresas que operem nas Malvinas e anuncia base naval no sul da ArgentinaFoto de Robiul Alam no Pexels
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Milei ameaça empresas que operem nas Malvinas e anuncia base naval no sul da Argentina

Eco4 de setembro de 2026 às 10:37

O Presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou na quinta-feira sanções contra empresas que explorem recursos naturais nas Ilhas Malvinas, bem como a construção de uma base militar naval na província da Terra do Fogo, num dos pontos continentais mais próximos do arquipélago. Milei afirmou que proibirá as empresas envolvida direta ou indiretamente em projetos nas ilhas de operar em território argentino sem autorização argentina.

O decreto a ser assinado prevê sanções às empresas que operam nas Malvinas, aos seus acionistas, dirigentes e fornecedores, e será enviado ao Parlamento um projeto de lei para endurecer as penas contra essas empresas, que não poderão operar no território continental argentino e poderão ser sujeitas a julgamentos à revelia. Milei referiu-se em particular ao projeto do consórcio formado pela empresa israelita Navitas, com 65%, e pela britânica Rockhopper, com 35%, para extração de petróleo bruto nas ilhas, sob ocupação britânica desde 1833.

O Presidente argentino anunciou também a criação de um Conselho de Segurança Nacional para proteção das infraestruturas críticas e proteção aeroespacial e marítima. Milei defendeu que "um país pobre e sem Forças Armadas dificilmente poderá avançar de forma eficaz nas suas reivindicações soberanas", considerando que "proteger o Atlântico Sul é também uma questão de segurança nacional".

Milei referiu-se ainda às recentes declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse estar disposto a "rever" a posição de neutralidade de Washington na disputa entre a Argentina e o Reino Unido, considerando que "os Estados Unidos estão a ponderar essa mudança de posição porque sabem que têm na Argentina um parceiro de confiança". O Presidente argentino considerou que o Reino Unido enfrenta "múltiplas crises" e está "a percorrer um caminho de declínio", enquanto "o futuro da Argentina é próspero e irá prevalecer".

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