O secretary de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, apelou à consciência individual para evitar comportamentos de risco de incêndio, alertando para a dificuldade acrescida no combate quando ocorrem várias ignições quase em simultâneo. Em Boticas, como aconteceu também em Vouzela, Ponte de Lima e Vila Flor, registaram-se múltiplas ignições, algumas durante a noite e em dias de festa, período em que ficam impossibilitados os meios aéreos. Rui Rocha lembrou que, segundo o relatório da Comissão Técnica Independente, a esmagadora maioria dos incêndios tem mão humana, seja por negligência ou dolo.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) estendeu o aviso amarelo de tempo quente até sábado, alargando-o de 11 para 14 distritos, com vários concelhos em perigo máximo ou muito elevado de incêndio rural. O dispositivo de combate a incêndios "já foi alavancado para que possa haver maior prontidão", segundo o governante, que reforçou o apelo à prevenção, incluindo não realizar atividades na floresta ou na sua proximidade que possam originar incêndios.
Rui Rocha reuniu em Boticas com comandantes de bombeiros, Proteção Civil e autarcas para analisar os incêndios que deflagraram entre 15 e 20 de agosto na freguesia de Ardãos e Bobadela, no distrito de Vila Real, e que atingiram 3.000 hectares. O secretary explicou estar a realizar reuniões em todos os locais afetados por grandes incêndios para identificar aspetos passíveis de melhoria antes do fim do dispositivo, a 15 de outubro, não pretendendo esperar pelo novo dispositivo de 2027.
Sobre o abaixo-assinado lançado por populares de Carrazeda de Ansiães que criticam a gestão do incêndio de Torre de Moncorvo pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Rui Rocha afirmou aguardar pela entrega da petição e que será feita uma avaliação para perceber se houve algo que não correu bem. O secretary estará na sexta-feira em Torre de Moncorvo e Arouca para continuar estas reuniões de terreno.




