O grupo japonês Dentsu está a prever encerrar até 160 unidades internacionais até 2028, segundo a atualização do seu plano de negócios divulgada em meados de agosto. A ideia é reduzir em cerca de 70 a 80 o número de entidades internacionais já em 2026 e equacionar uma redução adicional de 50 a 80 até 2028. Em Portugal, porém, a reestruturação não vai ter impacto. Lourenço Thomaz, chief creative officer da Dentsu Ibéria, afirma que "a Ibéria está bem e não vai fechar" e que "haverá zero saída de pessoas".
A Dentsu Creative Ibéria, que junta as operações de Portugal e Espanha, foi lançada no início de 2024 e é liderada pelo português Tomás Froes. A agência tem perto de 500 colaboradores, 420 em Espanha e 70 em Portugal. Em Portugal, a reestruturação aconteceu quando a agência perdeu, para o grupo WPP, a conta da Meo, no início do ano, o que levou à saída de cerca de 10 pessoas. Patrick Stilwell, managing director da operação local, classifica esta situação como "a dinâmica habitual do mercado".
Lourenço Thomaz refere que a agência é vista como um dos "escritórios emblema do grupo", tanto em faturação e volume de negócios como em prémios ganhos. É a segunda agência mais premiados da Dentsu, apenas atrás do Japão. Patrick Stilwell reforça que se trata de "um dos bons exemplos" do modelo que o grupo privilegia, tanto a nível financeiro como de integração entre unidades de negócio e qualidade.
Entre os principais clientes da agência em Portugal estão o Turismo de Portugal, BPI, Betclic, Recheio, Amanhecer, Volta, CR7 e H3. A conta do Turismo de Portugal está atualmente a concurso, com prazo até 9 de setembro. "Estamos contentes com o trabalho que estamos a fazer. Contentes e ansiosos, é uma conta muito importante para nós", comenta Lourenço Thomaz.




