O presidente argentino Javier Milei mudou radicalmente sua posição sobre a questão das Ilhas Malvinas na noite de quinta-feira, tornando-se um defensor ardente de uma causa que anteriormente evitava. Milei declarou que "nossa soberania enfrenta um perigo concreto e urgente", abandonando sua postura anterior de admiração por Margaret Thatcher e seu reconhecimento do direito de autodeterminação dos habitantes das ilhas. Agora, o presidente afirma que os isleños "constituem uma população implantada em um território ocupado e não têm um direito legítimo à autodeterminação", invalidando os referendos realizados nas ilhas.
O mudança de posição de Milei ocorre em um contexto de aproximação com o governo de Donald Trump e dos recentes atritos entre Estados Unidos e Grã-Bretanha. O jornal La Nación observou que "justo quando arrecia a discussão e crescem as críticas respecto dos resultados da gestão, Milei chamou a posponer todo debate detrás de uma bandeira que nunca lo preocupó", sugerindo que a medida pode ser uma estratégia para desviar a atenção das críticas à sua gestão.
Entre as medidas anunciadas, Milei revelou a intenção de construir uma base naval no Atlântico Sul e impor sanções a empresas petrolíferas que operam na região das ilhas. Essas ações representam um confronto direto com Londres, marcando uma escalada na disputa soberana entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Malvinas.
O anarcocapitalista Milei, que anteriormente havia expressado sua fascinação por Margaret Thatcher, a primeira-ministra britânica que liderou a Guerra das Malvinas em 1982, agora archiva sua antiga postura e adota uma posição mais confrontacional em relação à Grã-Bretanha, alinhando-se com os ventos favoráveis vindos de Washington.




