Juntos antes do “sim”: o que já mudou entre o Mercosul e a EuropaFoto de Rientje Maya Christina no Pexels
Negócios
Европейский союз

Juntos antes do “sim”: o que já mudou entre o Mercosul e a Europa

Jornal Económico4 de setembro de 2026 às 00:10

O Acordo Mercosul-União Europeia entrou em vigor provisoriamente a 1 de maio, funcionando numa espécie de "união de facto" que produz efeitos reais para as empresas, mas ainda sem a aprovação formal do Tribunal de Justiça da União Europeia. As negociações foram concluídas em 2024, o Conselho aprovou a assinatura a 9 de janeiro de 2026 e o texto foi rubricado em Assunção a 17 de janeiro. No entanto, quatro dias depois, o Parlamento Europeu, pressionado por França, Polónia e Áustria, pediu ao tribunal um parecer sobre a compatibilidade do acordo com os Tratados, travando o Acordo de Parceria mais amplo. Apenas a parte comercial, chamada Acordo Interino, entrou sozinha em vigor.

Nos dois primeiros meses de vigência, as exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 10 mil milhões de reais, um aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionadas por manga, café, mel, máquinas e motores. Este movimento intensificou-se depois de Washington confirmar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, empurrando o Brasil para a porta que se abre do lado europeu.

Os efeitos económicos já se fazem sentir em estados como Ceará, onde as vendas para a Europa subiram 72% no acumulado de doze meses, com destaque para rochas ornamentais que a Itália compra avidamente. Em Goiás, a União Europeia já absorve 12,5% das exportações do estado, e a federação da indústria local estima um ganho adicional de 218 milhões de dólares e a criação de 24.200 postos de trabalho, sobretudo em agroindústria, mineração, metalurgia e couros.

Enquanto o Tribunal não se pronuncia, o que pode demorar até ao final de 2027, ficam em aberto partes inteiras do acordo, incluindo os mecanismos de salvaguarda que a França exige para os seus agricultores e o capítulo de sustentabilidade. Quem exporta ou investe já beneficia de tarifas mais baixas e certificados de origem emitidos, mas ainda não sabe em que moldura política tudo isto vai assentar em definitivo.

Notícias relacionadas

Negócios

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 40,1 milhões nesta quinta-feira; veja números

A Caixa Econômica Federal realizou nesta quinta-feira (3) o sorteio do concurso 3.053 da Mega-Sena, com um prêmio de R$ 40.181.453,56. As dezenas sorteadas foram: 01, 13, 25, 35, 39 e 51. A matéria também explica como jogar na Mega-Sena, com apostas a partir de R$ 6,00, e detalha a opção de bolão, com preço mínimo de R$ 18,00.

oglobo04/09/26, 01:04
Negócios

Crónica: Cristina Oliveira Félix e Noémia Ribeiro | O solicitador apoia no processo de reforma

Esta crónica de Cristina Oliveira Félix e Noémia Ribeiro aborda o papel do solicitador no processo de reforma, salientando que este profissional é um aliado essencial para uma avaliação rigorosa que considere a situação individual de cada pessoa. O solicitador realiza uma análise prévia que inclui a verificação de toda a documentação necessária, a análise da carreira contributiva e do enquadramento legal do requerente, identificando os direitos e requisitos aplicáveis ao caso.

jornalacores9.pt04/09/26, 01:00
Negócios

Análise bolsista. Petróleo e juros altos: a dupla ameaça aos mercados

A semana bolsista foi marcada pela retoma dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão, num conflito sem solução à vista, que voltou a reduzir o tráfego através do Estreito de Ormuz e aumentou os receios de perturbações no abastecimento de energia. Esta escalada geopolítica, aliada à pressão dos juros altos, constitui uma dupla ameaça para os mercados financeiros.

SAPO Notícias04/09/26, 00:48
Negócios

Portugal na nova geografia industrial da Europa

Nas últimas décadas, o mapa industrial europeu manteve-se estável, com a Alemanha, o Benelux e o norte de Itália a concentrarem cadeias de valor, capital, tecnologia e energia competitiva. No entanto, dados recentes sugerem que esta realidade pode estar a mudar, com um artigo do Financial Times a destacar novas projeções que apontam para uma reconfiguração da geografia industrial europeia, na qual Portugal poderá beneficiar de novas dinâmicas e oportunidades no panorama industrial do continente.

SAPO Notícias04/09/26, 00:42