Companhias aéreas do Grupo SATA reduziram prejuízos no primeiro semestre deste anoFoto de Matheus Figueiredo no Pexels
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Companhias aéreas do Grupo SATA reduziram prejuízos no primeiro semestre deste ano

NewsAvia3 de setembro de 2026 às 21:11

As companhias aéreas do Grupo SATA reduziram os seus prejuízos no primeiro semestre deste ano. A Azores Airlines, responsável pelos voos entre os Açores e o exterior, registou um prejuízo de 37,1 milhões de euros, o que representa uma melhoria de cerca de 3,9 milhões de euros face ao período homólogo de 2025. Já a SATA Air Açores, que opera as ligações interilhas, baixou o prejuízo para 2,1 milhões de euros, uma redução de 1,3 milhões comparativamente ao primeiro semestre do ano anterior.

O Grupo SATA explicou que os resultados do período foram afetados pela subida expressiva dos preços dos combustíveis, que aumentaram 29% em relação ao período homólogo, e por irregularidades operacionais associadas a eventos meteorológicos adversos. O impacto económico do aumento do combustível foi de cerca de 11,5 milhões de euros na Azores Airlines e de 1,5 milhões na SATA Air Açores. Os custos operacionais da Azores Airlines subiram 4,8% para 142 milhões de euros, sendo que esta subida se deveu "integralmente" ao aumento dos preços dos combustíveis, que representaram 40,6 milhões de euros.

No que diz respeito à Azores Airlines, que está em processo de privatização, as receitas operacionais foram de 134,4 milhões de euros, uma redução de 1% face a 2025, embora a receita de passagens tenha aumentado para 81,2 milhões de euros, um crescimento de 4,4%. A companhia realizou 5.037 voos, menos 8,1% face ao mesmo período de 2025, transportando cerca de 701 mil passageiros e registando 249 cancelamentos, um aumento de 104% com impacto estimado de quatro milhões de euros. O EBITDA foi negativo em 7,6 milhões de euros, quando no mesmo período de 2025 tinha sido positivo em 300 mil euros.

A SATA Air Açores viu as suas receitas e custos diminuírem 10% e 13%, para 54,9 e 52,1 milhões de euros, respetivamente, mantendo um EBITDA positivo de 2,7 milhões de euros, um aumento de 1,4 milhões face ao primeiro semestre de 2025. A SATA Handling, que passou a operar como empresa autónoma do grupo, registou um prejuízo de 2,2 milhões de euros e um EBITDA negativo de 1,8 milhões de euros no primeiro semestre.

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