Quanto é preciso poupar para comprar um imóvel daqui a 15 anos?Foto de Monstera Production no Pexels
Negócios
Экономика
Инвестиции
Setúbal

Quanto é preciso poupar para comprar um imóvel daqui a 15 anos?

cbn3 de setembro de 2026 às 22:49

No programa CBN Dinheiro desta quinta-feira (3), Marcelo d'Agosto respondeu a uma dúvida da ouvinte Rosinele, que pretende comprar um apartamento na cidade de Caruaru, em Pernambuco, daqui a 15 anos. Ela questionou se investir R$ 10 mil hoje e R$ 700 por mês, aumentando R$ 100 a cada ano, no Tesouro IPCA seria suficiente para adquirir o imóvel.

O especialista explicou que o Tesouro IPCA hoje tem uma remuneração, após o imposto de renda, de aproximadamente 6% ao ano mais a inflação. Considerando que essa taxa se mantenha estável e que ela consiga investir R$ 700 mensais durante os 15 anos, com o valor dos depósitos corrigido pela inflação anualmente, ela teria ao final do período o montante de R$ 225 mil, em valores de hoje.

Caso Rosinele conseguisse aumentar o valor dos depósitos mensais em R$ 100 a cada ano acima da inflação apenas pelos próximos cinco anos, o investimento acumularia R$ 330 mil. Marcelo d'Agosto recomendou que ela compare esses valores com o preço atual dos apartamentos em Caruaru para avaliar se o planejamento é viável. O especialista também alertou sobre cuidados relacionados à taxa de juros, embora a resposta tenha ficado incompleta no trecho disponível.

Notícias relacionadas

Negócios

União Europeia sem risco imediato de abastecimento de gás apesar de reservas baixas

A Comissão Europeia anunciou que, embora os níveis de armazenamento de gás na UE estejam abaixo dos registados em anos anteriores, não existe risco imediato para a segurança do abastecimento energético. A avaliação do Grupo de Coordenação do Gás indica que a UE está mais preparada do que em 2021 e 2022, graças à diversificação das fontes de abastecimento, ao aumento da capacidade de importação de GNL e à redução da procura. No entanto, a instabilidade no Médio Oriente mantém suspensa a produção de GNL do Qatar, e as ondas de calor na Europa aumentaram a procura de gás para produção de eletricidade, provocando volatilidade nos preços. Portugal destaque-se com 93,08% das reservas llenas, uma das taxas mais elevadas da UE. Uma nova reunião do grupo está prevista para 24 de setembro.

Jornal Económico04/09/26, 00:26
Negócios

O PRR e o seu escrutínio

Portugal completou o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com a garantia do Governo de que cumpriu 100% dos marcos e metas acordados com Bruxelas, assegurando 16,3 mil milhões de euros em subvenções e prevendo executar cerca de 5,6 mil milhões em empréstimos. O artigo sublinha que, embora a execução financeira seja um resultado positivo num país com dificuldades históricas na aplicação de fundos europeus, cumprir administrativamente um plano não equivale a transformar economicamente o país. Aponta para a necessidade de avaliação independente sobre o impacto real do investimento de 21,9 mil milhões de euros na produtividade, competitividade e capacidade de crescimento, alertando que o Banco de Portugal antecipa um abrandamento económico após o impulso do PRR e que o Tribunal de Contas Europeu identificou limitações na transparência. O artigo defende que o fim do PRR deve marcar o início de um escrutínio rigoroso sobre resultados concretos.

Jornal Económico04/09/26, 00:18
Negócios

Dívidas soberanas em alvoroço

O conflito no Médio Oriente está a provocar uma nova escalada dos preços do petróleo, aproximando-se dos 100 dólares, o que alimenta pressões inflacionistas e antecipa novas subidas de juros em setembro pelo BCE e Fed. Os juros da dívida soberana dispararam na Zona Euro, Reino Unido e Japão, atingindo máximos de 15 anos, com vendas massivas de obrigações por parte dos investidores. Portugal, embora não seja exceção e tenha visto os juros da dívida subirem ao valor mais alto da última década, é considerado pela agência DBRS como um dos países menos afetados, protegido por dinâmicas económicas positivas, deixando de pertencer ao antigo grupo de risco dos PIIGS. Agora são outros países, como Reino Unido, Itália e França (BIF), que enfrentam a pressão dos mercados, num contexto de receio de estagflação global.

Jornal Económico04/09/26, 00:16
Negócios

A inflação de inverno

Vários indícios sugerem que a inflação poderá continuar elevada durante o inverno na Zona Euro, com a inflação homóloga a atingir 3,3% em agosto, o valor mais alto em três anos, impulsionada principalmente pelos preços da energia. Os combustíveis permanecem em alta, o gás natural negoceia em máximos de três anos e as reservas estratégicas estão historicamente baixas, o que pode gerar dificuldades caso o inverno seja rigoroso. Na alimentação, o fenómeno El Niño e o fecho de portos no Mar Negro fazem recear nova escalada de preços. A possibilidade de políticas mais agressivas de Donald Trump na segunda parte do seu mandato também contribui para o cenário de incerteza, podendo influenciar as negociações salariais para 2027 e transformar os choques de oferta numa inflação mais estrutural.

Jornal Económico04/09/26, 00:12