Lisboa inaugurou no dia 3 de setembro de 2026 um memorial dedicado às 16 vítimas mortais do acidente do Elevador da Glória, exactamente um ano após a tragédia que ocorreu ao final da tarde de 3 de setembro de 2025, quando a cabine número 1 do histórico ascensor descarrilou durante a descida da Calçada da Glória e embateu na envolvente urbana, causando 16 mortos e 24 feridos. Entre as vítimas mortais estavam pessoas de 15 nacionalidades: cinco portugueses, três britânicos, dois sul-coreanos, dois canadianos, um suíço, um francês, um ukrainiano e um norte-americano.
O memorial foi instalado no Largo da Oliveirinha, junto à Calçada da Glória, e tem como elemento central uma oliveira adulta com cerca de 150 anos, rodeada por 16 blocos pétreos em calcário dispostos radialmente, um por cada vítima mortal. A composição inclui ainda um banco semicircular em pedra natural, uma guarda metálica com iluminação incorporada e uma estrutura para deposição de flores. A escolha da oliveira relaciona-se com o topónimo do local e pretende simbolizar a continuidade e a memória.
O processo de apuramento técnico e judicial continua em curso. O relatório preliminar do GPIAAF concluiu que a ligação do cabo à cabine número 1 se rompeu, desencadeando o descarrilamento, identificando também falhas nos processos de aquisição, controlo e manutenção do cabo. A Polícia Judiciária realizou buscas na Carris e na empresa responsável pela manutenção do ascensor, e o GPIAAF prevê divulgar o relatório final até ao final de março de 2027.
O Elevador da Glória, inaugurado originalmente em 1885, ficou profundamente danificado e os restantes ascensores históricos permaneceram suspensos. A Carris anunciou a intenção de desenvolver um novo ascensor com sistemas de monitorização e novas soluções tecnológicas, prevendo uma possível entrada em funcionamento em 2029. O conjunto formado pelo ascensor e pelo meio urbano envolvente encontra-se classificado como Monumento Nacional.




