O Instituto Iter, fundado pelo ministro André Mendonça, recebeu R$ 10,7 milhões em contratos públicos realizados sem licitação. O valor foi pago por órgãos públicos a serviços prestados pela instituição.
O próprio Mendonça e sua esposa eram detentores de cotas do Instituto Iter. A participação do casal na instituição foi revelada durante o processo de sabatina de Mendonça para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.
O ministro afirma que nunca auferiu lucro com sua participação no Instituto Iter. Segundo ele, sua única relação com a instituição foi como fundador e detentor de cotas sociais.
O caso levanta questões sobre a proximidade entre a atuação pública de Mendonça e seus interesses privados na instituição, uma vez que ele próprio participava da fundação e era quotista da organização que obtinha contratos com o poder público.




