O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, reiterou que Ceuta é território espanhol e defendeu que não existem provas que comprometam Marrocos relativamente à crise migratória na cidade autónoma. Sánchez afirmou que o governo não tem nada a esconder e que vai revelar todos os documentos relacionados com o incidente.
Os líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, e do partido Vox, Santiago Abascal, criticaram duramente a posição do governo espanhol. Ambos responsabilizaram Marrocos pelo que aconteceu e exigiram a demissão de Sánchez, considerando que o primeiro-ministro falhou na sua resposta à crise.
A tensão diplomática entre Espanha e Marrocos intensificou-se após milhares de migrantes tentarem entrar em Ceuta em maio de 2021, numa altura de tensão entre os dois países. Rabat retirou a sua embaixadora de Madrid como protesto, enquanto o executivo espanhol se viu obrigado a gerir uma crise política interna e externa simultaneamente.



