O procurador-geral da República, Amadeu Guerra, confirmou que o inquérito do Ministério Público à alegada invasão e roubo no gabinete do líder do Chega, André Ventura, na Assembleia da República, está a correr com caráter urgente. O caso está a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Lisboa, coadjuvado pela Polícia Judiciária.
Em 30 de julho, o MP confirmou a instauração do inquérito, que teve origem numa publicação de André Ventura nas redes sociais no dia 28 de julho, onde o líder do Chega afirmou que o seu gabinete no parlamento tinha sido invadido e remexido. Segundo Ventura, o gabinete não estava trancado.
Ventura indicou posteriormente que desapareceram documentos relacionados com o primeiro-ministro e com uma comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves como diretor da PJ que o partido propôs criar. A Polícia Judiciária realizou diligências no local através da Unidade Nacional de Contraterrorismo e pediu a Ventura imagens do gabinete anteriores ao incidente, bem como informações sobre se pen drives desaparecidos tinham sido ligadas a algum computador.
O presidente do Chega revelou ainda que outros deputados, como o ex-deputado do PSD Duarte Pacheco, relataram situações semelhantes de roubos nos seus gabinetes. Ventura defendeu que tanto o partido quanto a Assembleia da República devem reforçar as medidas de segurança, explicando que o seu gabinete estava aberto para facilitar a circulação, seguindo a tradição parlamentar.




