A seguradora GamaLife encerrou o primeiro semestre de 2026 com um resultado líquido de 27,9 milhões de euros, um crescimento de 50,8% face aos 18,5 milhões do mesmo período de 2025, segundo as contas IFRS não auditadas divulgadas pela companhia. O resultado antes de impostos manteve-se praticamente estável em 30,9 milhões de euros, e a evolução favorável do resultado líquido reflete uma redução da despesa fiscal, após o período homólogo ter sido penalizado por efeitos extraordinários associados a impostos diferidos.
A produção total da seguradora atingiu 223 milhões de euros no semestre, menos 4,6% do que um ano antes. A quebra está essencialmente relacionada com Portugal, onde a produção se situou em 164 milhões de euros e o lançamento de um novo produto de poupança foi adiado para julho. Os prémios de poupança recuaram 11 milhões de euros, embora os produtos ligados a fundos tenham compensado parcialmente esta redução. Em Itália, pelo contrário, a produção cresceu cerca de 3 milhões de euros para 59 milhões, impulsionada pela entrada de novo negócio.
O novo produto lançado em julho, denominado PPR Garantia GamaLife, foi colocado no mercado através das parcerias com o novobanco, novobanco dos Açores e Banco Best. Trata-se de um produto com taxa garantida de 3% em 2026 e 2% em 2027 e 2028, sem comissões de subscrição e de gestão, que ainda não contribuiu para a produção do primeiro semestre.
Do lado da rentabilidade, o resultado do negócio segurador em Portugal cresceu 2,6 milhões para 10,8 milhões de euros, enquanto em Itália caiu 5,6 milhões para 9,4 milhões devido principalmente a uma menor libertação do CSM e a comissões superiores ao previsto. Os custos totais permaneceram estáveis em 38,8 milhões de euros, com Portugal a aumentar 2,6 milhões devido aos juros da dívida subordinada emitida em julho de 2025, e Itália a diminuir graças à redução das despesas com projetos.




