A seguradora GamaLife alcançou um resultado líquido de 27,9 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, representando um crescimento de 28% face aos 18,5 milhões de euros registados no mesmo período de 2025. O resultado antes de impostos manteve-se praticamente estável em 30,9 milhões de euros. A produção total diminuiu 4,6% para 223,2 milhões de euros, devido ao adiamento para julho do lançamento de um novo produto de poupança em Portugal. No mercado português, a produção atingiu 164,3 milhões de euros, com uma redução de 11 milhões de euros nos prémios de poupança, parcialmente compensada pela estabilidade nos seguros de vida e de risco. Em Itália, a produção totalizou 58,9 milhões de euros.
O resultado do ramo de seguros em Portugal cresceu 2,6 milhões de euros para 10,8 milhões de euros, enquanto em Itália caiu 5,6 milhões de euros para 9,4 milhões de euros, refletindo uma menor libertação da margem de serviços contratuais e comissões superiores ao previsto. O resultado de investimentos manteve-se estável em 12,6 milhões de euros e os custos totais permaneceram inalterados em 38,8 milhões de euros. O capital próprio situou-se em 219,1 milhões de euros no final de junho, menos 40 milhões de euros do que em dezembro de 2025, devido ao pagamento de dividendos de 70 milhões de euros.
A solvabilidade da empresa melhorou, com o rácio de solvência a subir para 273%, acima dos 270% registados no final de 2025. Os fundos próprios elegíveis ascendiam a 663,3 milhões de euros e o requisito de capital de solvência era de 242,8 milhões de euros. O capital Tier 1 sem restrições aumentou 23 milhões de euros para 562 milhões de euros. No final do semestre, a GamaLife apresentava ativos totais de 7.401,1 milhões de euros, dos quais 1.973,4 milhões de euros correspondiam a produtos Unit Linked.
No contexto de mercado, a Apax Partners contratou o UBS e a Nomura para encontrar compradores para a GamaLife, seguradora nascida da transformação da GNB Vida, adquirida ao Novobanco em 2019. Entre os potenciais compradores estavam o Groupe BPCE, que comprou o Novobanco, a seguradora Generali e o banco italiano BFF.




