A agricultura está a passar por uma transformação digital profunda, combinando o conhecimento tradicional dos agricultores com tecnologias como satélites, sensores, algoritmos e robôs. Segundo uma análise da Stratesys, o setor agro está a entrar na fase da Agricultura de Precisão 2.0, que se distingue da primeira fase pela ligação entre sistemas, integração de dados e automatização das decisões operacionais. Luis Piguillem, diretor associado da Stratesys, sublinha que a tecnologia não substitui a experiência acumulada, mas complementa-a com informação mais precisa e ajuda a antecipar riscos.
Os especialistas identificam cinco tecnologias que estão a redefinir a atividade agrícola: sensores e Internet das Coisas, que permitem medir a humidade do solo e níveis de nutrientes; satélites e drones para monitorização remota e deteção precoce de pragas; inteligência artificial e análise preditiva para antecipar riscos e otimizar calendários; robótica para tarefas como sementeira e pulverização seletiva; e blockchain para rastreabilidade alimentar e transparência na cadeia de produção.
Em Portugal, a Superfície Agrícola Utilizada correspondia a 41,9% do território nacional em 2023, segundo dados do INE. O país tem reforçado a adoção de tecnologias que melhoram a eficiência dos recursos e apoiam uma gestão mais sustentável das explorações agrícolas. A aplicação conjunta destas tecnologias permite passar de uma gestão uniforme para um modelo de intervenção seletiva, utilizando recursos apenas onde e quando são necessários.




