Nova mina de 250 milhões em Aljustrel entra em análise com chumbo da ZEROFoto de Claiton Conto no Pexels
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Nova mina de 250 milhões em Aljustrel entra em análise com chumbo da ZERO

Alentrium3 de setembro de 2026 às 16:37

Um projeto de construção e exploração de uma nova mina subterrânea em Aljustrel, promoted pela ALMINA – Minas do Alentejo, entrou na fase de análise ambiental após o encerramento da consulta pública, que decorreu entre 21 de julho e 31 de agosto de 2026. A Concessão C-14 "Gavião", localizada na União das Freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos, no distrito de Beja, prevê um investimento estimado em cerca de 250 milhões de euros, com extração de aproximadamente 1,5 milhões de toneladas de minério por ano, produzindo cerca de 85 mil toneladas anuais de concentrados de cobre e zinco.

A associação ambientalista ZERO apresentou um parecer contrário à aprovação do projeto durante a consulta pública, questionando três aspectos principais. A organização contesta a opção pelo transporte rodoviário dos concentrados até aos portos de Setúbal e Huelva, em Espanha, defendendo que deveria ter sido analisada uma alternativa ferroviária, até porque a produção das minas de Aljustrel foi transportada por comboio durante décadas. A ZERO questiona também a gestão dos resíduos mineiros, apontando que 60% dos rejeitados serão usados para preencher cavidades subterrâneas e os restantes 40% depositados na instalação existente, cujo ritmo de utilização poderá esgotar a capacidade cerca de dois anos após 2031.

A ZERO levanta ainda dúvidas sobre os cálculos relativos ao consumo energético e às emissões de gases com efeito de estufa, considerando existirem inconsistências na avaliação. A associação alerta ainda para impactos na ocupação de solos das reservas agrícola e ecológica, o abate previsto de 388 sobreiros e azinheiras, e o consumo de água. Do ponto de vista económico, a organização defende uma maior transformação industrial em Portugal dos minerais extraídos para aumentar o valor acrescentado no país.

O procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental, identificado como AIA n.º 3912, está a cargo da Agência Portuguesa do Ambiente, enquanto a Direção-Geral de Energia e Geologia é a entidade coordenador. A decisão ambiental ainda não foi tomada, encontrando-se os campos relativos ao sentido e data da decisão sem informação publicada. O projeto prevê um período de construção de cerca de três anos e uma fase de exploração de aproximadamente 17 anos.

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