Milhares de pessoas saíram este mês às ruas em dezenas de cidades espanholas para protestar em solidariedade com Ceuta, denunciando a atuação do Governo de Pedro Sánchez na crise migratória que atingiu o enclave espanhol no norte de África em julho. Os protestos coincidiram com as celebrações do Dia de Ceuta e reuniram mais de 800 concentrações em todo o território espanhol, incluindo cerca de 20 mil pessoas em Ceuta e cerca de 50 mil em Madrid.
Em Madrid, os líderes da oposição Alberto Núñez Feijóo (Partido Popular) e Santiago Abascal (Vox) participaram na concentração em frente à câmara municipal. Feijóo acusou o Executivo de ter omitido relatórios policiais e deixado Ceuta desprotegida, declarando que a cidade foi "invadida e ocupada com o conhecimento do Governo".
Perante a contestação, Pedro Sánchez reagiu com uma mensagem em vídeo nas redes sociais, reafirmando o compromisso do Governo em mobilizar todos os meios para resolver a crise. O ministro da Política Territorial, Ángel Víctor Torres, desvalorizou however a dimensão comunitária dos protestos, afirmando que a maioria teve fundos estritamente partidários para atacar o Governo.
Em Ceuta, o presidente do Governo autónomo local, Juan Vivas (PP), focou-se na unidade da população, sublinhando que a defesa do território se faz "com todos os habitantes de Ceuta, rezem como rezam". A jornada ficou marcada por momentos de tensão em cidades como Valência, onde se registaram protestos de grupos extremistas, enquanto noutras localidades decorreram manifestações paralelas contra o racismo e a instrumentalização política do conflito.




