A Direção da Organização Regional de Évora (DOREV) do PCP considerou que a abertura da Variante Nascente de Évora não resolve o problema das ligações rodoviárias do IP2 na região, exigindo a conclusão do troço até à zona de São Manços. A posição foi transmitida num comunicado no dia 3 de setembro, coinciding with a inauguration da nova infraestrutura pelo secretary of State das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo.
O PCP sustenta que o IP2 não está concluído e que a parte da infraestrutura que permanece por executar não pode continuar ao abandono. Os comunistas referem que a suspensão das obras aconteceu em 2011, durante o governo de Passos Coelho e Portas, e que desde então não houve desenvolvimentos. A DOREV afirma que continuará a reivindicar a concretização deste troço, considerando que a abertura da variante não elimina a necessidade de completar o itinerário.
A Variante Nascente de Évora representa um investimento de 54,9 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, e estende-se por aproximadamente 12,8 quilómetros com duas faixas de rodagem e duas vias em cada sentido. A infraestrutura parte do Nó de Évora Nascente da A6/IP7, imediatamente após a praça de portagem, e estabelece ligação ao atual IP2 na zona de São Manços, integrando ainda os nós de Vale de Figueiras e Fonte Boa do Degebe.
Apesar da reivindicação pela conclusão do IP2, o PCP manifestou uma avaliação positiva sobre a nova estrada, considerando que esta permitirá desviar parte do trânsito da cidade de Évora e criar melhores condições para a mobilidade na região.




