O Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa rejeitou uma providência cautelar apresentada pela defesa de José Sócrates, mantendo a decisão anterior que tinha recusado o afastamento do advogado oficioso que representa o ex-primeiro-minista no processo disciplinar que lhe é movido pela Ordem dos Advogados.
Os argumentos da defesa de Sócrates centravam-se na alegação de ilegalidades na condução do processo por parte da Ordem dos Advogados. O tribunal analisou estas pretensões e concluiu que não existiram irregularidades no modo como o processo foi conduzido.
Esta era já a segunda tentativa de Sócrates para afastar o advogado oficioso. A primeira tinha sido igualmente recusada, mantendo-se assim a representação pelo causídico nomeado pela Ordem.
O processo disciplinar contra José Sócrates insere-se no contexto mais alargado das investigações que envolvem o ex-primeiro-minista, incluindo o caso Face Oculta e o processo por fraude fiscal e branqueamento de capitais que levou à sua detenção em 2009.




