O comandante do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP, Luís Elias, defendeu em entrevista à agência Lula que a área de Lisboa está a funcionar com o efetivo mínimo para todas as necessidades, alertando para a necessidade de reforço de polícias no maior comando do país. O Cometlis abrange nove concelhos com uma população de cerca de três milhões de pessoas, incluindo Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Odivelas, Oeiras, Sintra, Vila Franca de Xira e Torres Vedras, contando apenas com seis mil polícias para esta população diária.
Luís Elias sublinhou que o Cometlis é a maior unidade armada e uniformizada do país, responsável pelos eventos mais complexos como manifestações públicas, grandes eventos desportivos, culturais e políticos, segurança em embaixadas e em órgãos de soberania. O seu efetivo é maior do que o da Marinha portuguesa e da Polícia Judiciária, mas apesar desta dimensão, os recursos não são em abundância. O comandante afirmou que o número de polícias não pode baixar até determinado nível e que precisam de mais elementos sem especificar quantos são necessários.
Sobre os duzentos polícias prometidos em maio pelo primeiro-ministro Luís Montenegro para Lisboa, o comandante referiu que está a decorrer um curso de formação de agentes na Escola Prática de Polícia que termina a 18 de dezembro, esperando que uma parte significativa desses polícias sejam colocados no Cometlis. Em maio, quando terminou o último curso de agentes, foram colocados em Lisboa 190 polícias.
A PSP entregou ao Ministério da Administração Interna um plano de reestruturação do dispositivo que inclui o encerramento de esquadras em Lisboa, Porto e Setúbal. Luís Elias adiantou que em alguns casos não implica encerramento mas sim a reconversão de esquadras existentes noutro tipo de instalações policiais, com o objetivo de colocar mais polícias em funções operacionais na rua, projetos para a rua e maior capacidade de responder às solicitações dos cidadãos em perspetiva preventiva e reativa.




