Inspeções da Autoridade da Concorrência sem intervenção do Juiz. O que decidiu o TJUEFoto de David Munoz no Pexels
Negócios

Inspeções da Autoridade da Concorrência sem intervenção do Juiz. O que decidiu o TJUE

Jornal de Negócios3 de setembro de 2026 às 11:15

O Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu que as inspeções realizadas pela Autoridade da Concorrência não necessitam obrigatoriamente de intervenção de um juiz para serem compatíveis com a Carta dos Direitos Fundamentais da UE. O TJUE considerou que a intervenção do Ministério Público é suficiente para garantir a legalidade de tais inspeções. Esta decisão estabelece que, embora seja necessária alguma forma de controlo externo às autoridades de concorrência, este controlo não tem de ser necessariamente exercido por uma autoridade judicial. Contudo, o Tribunal clarificou que esta compatibilidade com a Carta não implica que as legislações nacionais devam obrigatoriamente atribuir a competência autorizativa a um juiz, leaving room for different national approaches within the bounds of EU law.

Notícias relacionadas

Negócios

Aralab de Sintra acelera internacionalização e compra empresa no Reino Unido

A empresa portuguesa Aralab, fabricante de câmaras climáticas com sede em Sintra, anunciou a aquisição de 100% da britânica Alphatech, marcando mais um passo na sua estratégia de internacionalização. Esta operação permite à empresa de Luís Branco ter representação direta no Reino Unido, um dos maiores mercados mundiais de câmaras climáticas, e reforçar a proximidade com clientes locais. A Aralab, fundada em 1985, prevê fechar 2026 com uma faturação de 25 milhões de euros, após também ter entrado na Índia e na China nos meses anteriores. A empresa exporta mais de 80% da sua produção para mais de 80 países e conta com clientes como a NASA, ESA, Airbus e Bosch.

Eco03/09/26, 12:16
Negócios

Vale a pena investir na bolsa com base nas pesquisas eleitorais?

O artigo analisa se vale a pena investir na bolsa de valores com base em pesquisas eleitorais, concluindo que é uma estratégia altamente especulativa. Segundo a análise, os investimentos em ações tendem a se valorizar por dois fatores principais: a redução da taxa de juros e o crescimento econômico. Quando os juros caem, os dividendos das ações se valorizam, e quando a economia cresce, os lucros das empresas aumentam, elevando o potencial de distribuição de dividendos. A aposta na bolsa baseada em eleições só faria sentido se houvesse candidatos com propostas econômicas diametralmente opostas, o que raramente ocorre na prática.

cbn03/09/26, 12:10
Negócios

Como saber se uma empresa paga a tempo antes de aceitar um emprego?

Apenas 20,2% das empresas portuguesas pagavam aos fornecedores dentro do prazo em maio, segundo o Payment Study 2026 da Informa D&B, colocando Portugal perto do fundo da tabela entre 37 países. Este dado levanta uma questão importante para quem recebe propostas de emprego: como avaliar se uma empresa é pontual nos pagamentos antes de aceitar uma posição.

CNN Portugal03/09/26, 12:00
Margens de refinação ditam subida de juros do BCE
Negócios

Margens de refinação ditam subida de juros do BCE

A análise económica indica que as margens de refinação estão a influenciar as decisões de subida de juros do Banco Central Europeu, num contexto de inflação em crescimento e de antecipação dos mercados relativamente a novas taxas diretoras mais elevadas. O analista citado sublinha a urgência de a Europa reforçar a sua autonomia energética como resposta a estas pressões inflacionistas e geopolíticas.

Expresso03/09/26, 12:00