Hotéis do Algarve podem atingir 80% de ocupação em setembroFoto de Jeffrey Eisen no Pexels
NegóciosFaro

Hotéis do Algarve podem atingir 80% de ocupação em setembro

Postal do Algarve3 de setembro de 2026 às 10:50

A taxa de ocupação hoteleira no Algarve poderá atingir os 80% em setembro, segundo o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Hélder Martins, que adiantou também uma expectativa positiva para outubro, embora ligeiramente abaixo desse valor. Em declarações à agência Lava, o responsável afirmou que o tempo favorável e o trabalho desenvolvido nos últimos anos nestes meses contribuem para estas perspetivas otimistas.

Os dados provisórios de agosto ainda não são conhecidos, mas Hélder Martins antecipou um balanço favorável, admitindo que agosto terá correspondido ao desempenho positivo registado em julho. O presidente da AHETA reconheceu uma quebra na procura dos portugueses junto dos associados da associação, entre hotéis e empreendimentos turísticos, mas salientou que, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), se registaram aumentos nos proveitos, no número de hóspedes e no número de portugueses, em 4%, face a julho.

Apesar dos desafios enfrentados este ano, incluindo duas guerras, temperaturas mais altas no centro da Europa e previsões de que os portugueses optariam pela costa alentejana, o Algarve conseguiu resistir e apresentar um bom desempenho. Hélder Martins considerou que os portugueses continuam a acreditar na região, embora possam ter preferido o alojamento local, onde podem cozinhar e têm mais flexibilidade para famílias.

A primeira semana de setembro é considerada muito importante porque as escolas ainda não começaram e muitas famílias procuram a região neste período. Após o início do ano letivo, há uma diversificação do perfil dos turistas, com pessoas que têm mais disponibilidade de tempo e maior poder de compra. Hélder Martins espera que esta tendência se mantenha em setembro e outubro, que ainda fazem parte do verão e permitem prolongar a época alta, antes dos meses de novembro, dezembro e janeiro, que são os piores para o Algarve.

Notícias relacionadas

Negócios

Escolas do Turismo de Portugal abrem candidaturas para últimas vagas com taxa de empregabilidade de 92%

As Escolas do Turismo de Portugal abriram candidaturas até 16 de setembro para as últimas vagas disponíveis, oferecendo formação no setor da hotelaria e turismo com uma taxa de empregabilidade de 92% seis meses após a conclusão do curso, segundo o Estudo de Inserção Profissional 2025. Das escolas da rede, 87% dos diplomados trabalham no setor que escolheram e 71% conseguiram emprego em menos de um mês. O programa de modernização foi financiado pelo PRR e incluiu novos laboratórios, cozinhas, anfiteatros e equipamentos digitais. Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, enfatizou que a atualização permite preparar profissionais mais qualificados para o setor. A rede escolar, certificada pela Organização Mundial do Turismo, forma anualmente mais de 2.500 alunos e garante formação contínua a mais de 35 mil profissionais.

Jornal Económico04/09/26, 00:07
Negócios

Motoristas processam Uber por algoritmo salarial

Milhares de motoristas de sete países da União Europeia e do Reino Unido estão a processar coletivamente a Uber por práticas salariais algorítmicas. Peritos estimam perdas anuais até 7.500 euros por condutor apenas nos Países Baixos, alegadamente resultantes de práticas discriminatórias e opacas na definição de remuneração através de algoritmos.

Observador04/09/26, 00:06
Negócios

Primeira vítima. Volkswagen quer matar a Seat e já em 2029

Uma publicação alemã teve acesso a um plano confidencial da Volkswagen que revela o objetivo de encerrar a Seat até 2029, no âmbito de um programa de redução de custos que inclui mais de 100.000 despedimentos. A marca espanhola, que já enfrentava dificuldades, torna-se assim a primeira vítima da reestruturação do grupo alemão, que procura simplificar operações e aumentar a rentabilidade.

Observador04/09/26, 00:06
Negócios

Com quase 12 mil empresas, têxtil e vestuário vale 8,2 mil milhões e 118 mil empregos

A indústria têxtil e do vestuário em Portugal representa 1,7% do PIB, 7,8% das exportações e emprega mais de 118 mil pessoas em quase 12 mil empresas, maioritariamente PME. Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos revela que o setor gerou 8,2 mil milhões de euros de volume de negócios em 2024 e identifica quatro vantagens competitivas: mão de obra qualificada, capacidade tecnológica, concentração geográfica no Norte e investimento em sustentabilidade. A inovação tem crescido, com o número de empresas em I&D a aumentar 153% entre 2010 e 2021 e as emissões de gases com efeito de estufa a diminuir 36,4% desde 2005. Novas regras europeias de ecodesign, que proíbem a destruição de roupa não vendida, representam uma oportunidade para a indústria portuguesa, que enfrenta desafios como custos de investimento, dificuldades de financiamento e escassez de mão de obra especializada.

Eco04/09/26, 00:01