O aumento do valor da Componente de Apoio à Família (CAF) no Centro Escolar de Alcobaça está a gerar indignação entre os encarregados de educação, que se queixam de não terem sido avisados nem consultados sobre a mudança. O novo valor surge associado à alteração da entidade responsável pelo serviço, que passou da ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes para a Associação Tempos Brilhantes, após uma divergência entre as duas associações sobre a revisão do protocolo que regulava o serviço.
A mudança de entidade resultou da cessação do protocolo entre a ABA e a APEEACEA, que vigorava desde o ano letivo 2018/2019. Em comunicado, a ABA, liderada por José Rafael Rodrigues, explicou que as propostas de alteração sugeridas pela Associação de Pais não se coadunavam com a sua visão e valores, tendo declinado o convite para continuar a prestar o serviço. A Direção da APEEACEA, presided by Eloísa Santos, respondeu que o objetivo da revisão era corrigir lacunas no protocolo, nomeadamente relacionadas com o acompanhamento de crianças com Necessidades Educativas Específicas.
Várias famílias contactadas pelo REGIÃO DE CISTER relataram aumentos significativos e falta de informação. Uma mãe de um aluno do 4.º ano afirmou ter conhecimento do novo valor apenas a 7 de agosto, com a mensalidade a subir de 40 para 60 euros. Outra mãe, de um aluno do 3.º ano, viu a mensalidade passar de 55 para 90 euros. Uma terceira família viu o custo do pacote completo aumentar de 836 para 990 euros.
A Direção da APEEACEA garante que a atualização de valores visou uma melhoria efetiva da qualidade do serviço, ao nível das condições, materiais, higiene e segurança, qualificação dos monitores e inclusão de crianças com necessidades educativas especiais. A associação sublinha que o novo valor não foi uma decisão unilateral e que as famílias foram informadas aquando da abertura do processo de inscrição, considerando as queixas como casos pontuais e o balanço das inscrições bastante positivo.




