José Carlos é um homem natural da Póvoa de Varzim que, aos 4 anos em 1944, se lembra de ter colado adesivos nas janelas de sua casa, após os jornais terem noticiado que Portugal poderia ser bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial.
Em Coimbra, José Carlos envolveu-se nas lutas académicas de 1961, onde se bateu pelos direitos e liberdades dos estudantes. Esta experiência marcaria o seu compromisso ao longo da vida com a defesa das liberdades em Portugal.
Como advogado, José Carlos dedicou-se à defesa de presos políticos, jornalistas e intelectuais, enfrentando o que descreveu como os mais "ridículos" processos "pidescos" do regime do Estado Novo.
Após o 25 de Abril de 1974, José Carlos enveredou pelo jornalismo e fundou o semanário "Jornal" e posteriormente o "Jornal de Letras, Artes e Ideias", contribuindo assim para o panorama da comunicação social portuguesa no período pós-revolucionário.




