A crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro tornou-se um dos principais focos da campanha presidencial, a pouco mais de um mês do primeiro turno. As revelações do chamado caso Master passaram a ser utilizadas como munição eleitoral por adversários do governo.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prepara uma ofensiva para associar politicamente o magistrado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia do seu QG ainda está em elaboração, mas a intenção é levar à propaganda eleitoral a associação entre Lula e Moraes, transformando as revelações do caso em narrativa sobre a proximidade entre o governo petista e integrantes do Supremo.
A campanha não pretende concentrar a propaganda nos detalhes jurídicos do caso Master. A avaliação é que o episódio pode ser simplificado para o eleitor e apresentado como parte de uma narrativa mais ampla sobre a relação entre o governo e a Suprema Corte.
Enquanto isso, a campanha do PT tenta se afastar do desgaste causado pela controvérsia. O comando da campanha passou a defender uma agenda de reforma do Judiciário como forma de tentar se desvincular da crise e minimizar os impactos negativos das revelações envolvendo Moraes e Vorcaro.




