Vários relatos de passageiros dão conta de situações suspeitas em táxis que operam no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Entre os problemas identificados estão taxómetros desligados, desvios desnecessários e valores cobrados acima do esperado. Uma turista estrangeira que vive em Portugal, Josien Nation, alertou para situações em que os passageiros acabam por pagar mais porque o taxímetro não é colocado em funcionamento, seja quando combinam um preço antecipadamente com o motorista, seja quando o valor é apresentado apenas no final da viagem. A mesma fonte refere testemunhos de um utilizador que, fazendo há mais de dez anos o percurso entre o aeroporto e o Largo do Rato por cerca de 11 euros, foi cobrado 19 ou 21 euros em viagens recentes.
A PSP realizou uma operação de fiscalização na zona das chegadas do Aeroporto Humberto Delgado, controlando cerca de uma centena de táxis. Foram registadas 67 infrações no total. Destas, 32 estavam relacionadas com o posicionamento indevido do taxímetro. As autoridades detetaram ainda oito situações de ausência de Certificado de Motorista de Táxi, seis por falta de documentos obrigatórios, seis por extintores fora de validade, três veículos sem inspeção válida e três por falta de certificação de Grupo 2. Foram também registadas infrações por verificação do taxímetro fora de prazo, estado de conservação dos veículos, falta de seguro, condução sob influência de álcool e estacionamento em zona reservada.
A Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) criticou a forma como a fiscalização foi realizada. A associação afirmou não se opor às ações de fiscalização e garantiu que também combate a angariação ilegal de passageiros, mas contestou o local e a forma escolhidos para a operação. Segundo a ANTRAL, a fiscalização condicionou temporariamente o funcionamento da praça de táxis e prejudicou a imagem transmitida aos passageiros que chegavam a Lisboa, tendo alguns veículos sido fiscalizados quando já transportavam passageiros.




