Fed no horizonte e Ormuz em chamas voltam a influenciar mercados esta quinta-feiraFoto de Regan Dsouza no Pexels
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Fed no horizonte e Ormuz em chamas voltam a influenciar mercados esta quinta-feira

Jornal Económico3 de setembro de 2026 às 07:00

Os mercados asiáticos abriram com cautela esta quinta-feira, numa sessão marcada pela expectativa de dados macroeconómicos importantes nos Estados Unidos e na Europa. O foco dos investidores está centrado no relatório oficial de emprego dos EUA, a publicar na sexta-feira, após os dados de quarta-feira terem revelado um abrandamento na criação de postos de trabalho no setor privado em agosto. Cinco indicadores norte-americanos serão conhecidos hoje, incluindo a Balança Comercial de julho, os Pedidos Semanais de Subsídio de Desemprego, a revisão da Produtividade do segundo trimestre, o S&P Global Services PMI e o ISM Services PMI de agosto. O governador da Reserva Federal Christopher Waller intervém num evento, com os mercados já a precificar uma subida de taxas na reunião de 15 e 16 de setembro.

A pressão da dívida soberana deslocou-se dos EUA para a Europa, com os títulos da Alemanha e da França a atingirem máximos de 2011. Os preços do gás natural приближаются aos 73 euros por MWh, o nível mais alto desde 2023, impulsionados pelo conflito no Médio Oriente. O Banco Central Europeu reúne a 10 de setembro, com os mercados a atribuir uma probabilidade de 80% a uma subida de 25 pontos base na taxa de depósito, dos atuais 2,25% para 2,50%. A inflação anual na zona euro subiu para 3,3% em agosto, enquanto a inflação subjacente recuou para 2,4%, continuando acima do objetivo de 2% do BCE. Christine Lagarde tem alertado para os riscos de efeitos de segunda ronda, quando empresas e trabalhadores se pressionam mutuamente em ciclos inflacionistas.

O crude continua a negociar em patamares elevados, com o Brent a rondar os 94-95 dólares por barril e o WTI na casa dos 89-91 dólares, acumulando uma valorização superior a 13% no último mês e mais de 42% face ao ano anterior. O Estreito de Ormuz representa uma preocupação crescente: 17 milhões de barris de petróleo aí transitaram na segunda-feira, o maior volume desde o início da guerra, mas apenas 4 navios de commodities atravessaram na terça-feira, contra 10 na véspera, sinalizando riscos crescentes para o fornecimento. Os investidores aguardam ainda o relatório semanal de stocks de crude da EIA, cuja divulgação está prevista para amanhã.

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