Petróleo volta a fechar acima dos 90 dólares à boleia de hostilidades em OrmuzFoto de liza sigareva no Pexels
Negócios
Энергетика

Petróleo volta a fechar acima dos 90 dólares à boleia de hostilidades em Ormuz

Jornal Económico3 de setembro de 2026 às 07:00

O petróleo fechou mais uma sessão em alta, mantendo-se acima dos 90 dólares impulsionado pela continuação das hostilidades no Estreito de Ormuz. O barril de Brent, referência para os mercados europeus, subia 0,9% para cerca de 95,5 dólares, enquanto o crude WTI avançava 0,6% até 90,75 dólares. Comparando com os valores de uma semana antes, a subida fica quase nos 10%. Os valores ficam abaixo do pico das hostilidades entre norte-americanos e iranianos, quando o barril superou largamente os 100 dólares.

O secretary da Energia norte-americano, Chris Wright, garantiu em entrevista à CNBC que mais de 17 milhões de barris haviam transitado Ormuz na segunda-feira, o que significaria que a região estava a exportar mais petróleo do que antes de 28 de fevereiro, quando norte-americanos e israelitas começaram a bombardear o Irão. Wright defendeu que Teerão está "a perder a capacidade de manter a economia global refém", embora fontes governamentais dos EUA tenham apresentado números do tráfego marítimo em Ormuz consistentemente acima dos reportados por agências independentes.

O economist Pedro Braz Teixeira destaca que o setor da refinação está muito limitado a nível global, o que tem feito com que os preços nas bombas tenham reagido lentamente à descida da cotação internacional. Assim, nova subida não tem um efeito tão imediato nos preços da energia. Como a pressão é generalizada a nível mundial, afeta a concorrência igualmente, o que não cria problemas específicos às empresas portuguesas.

Em Portugal, os combustíveis deverão ter novo salto na próxima semana, com o gasóleo a saltar 14 cêntimos e a gasolina sete. A subida das taxas diretoras face à nova onda de pressão nos preços está a ser incorporada pelos mercados, criando margem para adaptação. No entanto, o agravamento do serviço da dívida, tanto para finanças públicas como para empresas e famílias, será mais uma fonte de pressão, e outros impactos como a subida dos fertilizantes demorarão mais a materializar-se na cadeia agroalimentar.

Notícias relacionadas

Negócios

Greve nos bares dos comboios da CP mantém adesão de 95%

A greve nos bares das linhas Alfa Pendular e Intercidades da CP, explorados pela concessionária Itau, manteve uma adesão de 95%, segundo o sindicato. Os trabalhadores exigem o cumprimento do acordo de empresa e apelam à intervenção do Governo para resolver o conflito laboral que afeta os serviços de restauração a bordo dos comboios.

Observador03/09/26, 22:47
Negócios

980 euros: o reembolso médio de IRS em 2026

A Autoridade Tributária já reembolsou quase a totalidade dos 2,66 milhões de contribuintes com direito a reembolso de IRS, num valor médio de 980 euros para 2026. O número de declarações com reembolso aumentou 3,5% e o montante total cresceu 8,6% face à campanha anterior, refletindo uma recuperação económica e ajustamentos na legislação fiscal.

Observador03/09/26, 22:46
Negócios

Governo diz ter recebido veto à carne brasileira pela UE com 'indignação' e ameaça adotar 'medidas de reciprocidade'

O governo brasileiro manifestou indignação após a União Europeia suspender as importações de carne bovina e de aves do Brasil, ameaçando adotar "medidas de reciprocidade" previstas na legislação nacional e nos acordos comerciais entre o Mercosul e o bloco europeu. Em nota conjunta, os ministérios da Agricultura e de Relações Exteriores informaram que recorrerão aos instrumentos jurídicos disponíveis para assegurar condições equilibradas de comércio, após o Brasil ter sido reprovado pela Comissão Europeia por não apresentar garantias suficientes sobre o cumprimento das normas sanitárias europeias.

oglobo03/09/26, 22:41
Negócios

Bruxelas afasta risco imediato no abastecimento de gás

A Comissão Europeia anunciou que não existe risco imediato de abastecimento de gás na UE, embora os níveis de armazenamento estejam nos 65,85%, abaixo da meta obrigatória de 90% até dezembro. Portugal destaca-se positivamente com reservas de 93,08%, superando o objetivo definido. A meta de armazenamento foi fixada no âmbito do plano REPowerEU para reforçar a segurança energética europeia.

Observador03/09/26, 22:33