Um ano após a tragédia do Elevador da Glória, em Lisboa, os moradores da zona continuam a enfrentar grandes dificuldades para fazer a pé os 260 metros de subida que substituíram o percurso do elevador. Os residentes descrevem a caminhada como muito cansativa, evidenciando o impacto diário que a suspensão do serviço tem causado na vida local.
Os turistas que visitam o local fotografam os vestígios de um memorial improvisado às vítimas, montado nas janelas do elevador onde ocorreu o embate. Estas marcas tornaram-se um ponto de interesse para visitantes, que param para documentar o local da tragédia.
Os restaurantes da zona enfrentam uma quebra significativa de clientela, afetados pela diminuição do fluxo de pessoas que o elevador costumava trazer. Os veículos tuk tuk, que habitualmente transportavam turistas e moradores entre os níveis da cidade, esperam cada vez mais tempo por clientes, o que reflete a redução do movimento na área.
Um guia turístico descreveu a situação como uma "linha fantasma", referindo-se ao trajeto agora vazio e abandonado onde deveria circular o elevador. A expressão captura o sentimento de ausência e perda que domina a zona um ano depois do acidente.




