O secretary-geral da ONU, António Guterres, manifestou hoje estar "profundamente alarmado" com os relatos de vítimas civis no Irão, incluindo um ataque que atingiu uma festa de casamento na aldeia de Kuhestak, na província de Ormuzgão, no sul do país. Stéphane Dujarric, porta-voz de Guterres, condenou todos os ataques contra civis numa conferência de imprensa em Nova Iorque.
Os Estados Unidos atacaram o Irão na terça-feira à noite pela segunda vez em 48 horas, numa ofensiva contra alvos da Guarda Revolucionária Islâmica para conter supostas tentativas de agressão iraniana contra a navegação comercial no estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos na região. Pelo menos 18 pessoas morreram e 68 ficaram feridas nestes ataques, segundo autoridades iranianas.
Mísseis norte-americanos atingiram a casa onde decorria a festa de casamento em Kuhestak, matando quatro pessoas e ferindo 68, das quais 50 permanecem hospitalizadas. Sete pessoas morreram e oito ficaram feridas em três locais da província do Cuzistão também atingidos por mísseis. As Forças Armadas dos EUA não comentaram diretamente o ataque à festa de casamento, mas o porta-voz do Centcom declarou que os militares norte-americanos nunca têm como alvo civis.
O Irão respondeu com ataques contra instalações militares norte-americanas na Jordânia, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Curdistão iraquiano. Guterres reiterou o apelo para uma cessação imediata das ações militares, instando as partes a exercerem moderação, e sublinhou que uma solução duradoura só pode ser alcançada através do diálogo e das negociações.




