O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta quarta-feira na Casa Branca que a Venezuela "ainda não está preparada" para realizar eleições, nove meses após a intervenção dos Estados Unidos para capturar o ex-Presidente Nicolás Maduro. Trump elogiou a Presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, dizendo que ela "está a fazer um grande trabalho", mas sublinhou que "tudo isto é muito recente".
O Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou que uma nova ronda de negociações entre o Governo interino e a oposição venezuelanos decorrerá dentro de cerca de dez dias. Rubio observou que esta transição política "não levará tanto tempo como a da Europa de Leste", mas enfatizou que "as eleições democráticas não se resumem à simples realização de uma votação". O primeiro diálogo de transição tinha decorrido em agosto, sete meses após a captura de Maduro pelos militares norte-americanos, após mais de 25 anos de governação chavista.
O acordo petrolífero entre Caracas e Washington foi igualmente destacado por Rubio, que afirmou que este garante que os Estados Unidos — e não a China, a Rússia ou o Irão — ocuparão uma posição estratégica em relação ao maior produtor de petróleo das Américas. O Secretário da Energia norte-americano, Chris Wright, encontrava-se em Caracas para discutir o acordo bilateral, que prevê o acesso de uma empresa participada pelo Governo dos EUA a explorar 20% das reservas comprovadas de petróleo da Venezuela.
Delcy Rodríguez, presente no Palácio Presidencial de Miraflores, afirmou esperar que o acordo para a produção de 65 mil milhões de barris de reservas de petróleo beneficie também os norte-americanos e disse que "cada vez mais" dialoga com a Casa Branca. Foram igualmente assinados acordos com as empresas Chevron e Eni, com a líder chavista a agradecer os esforços conjuntos do Governo republicano. Contudo, dezenas de apoiantes do chavismo protestaram no sábado contra a presença norte-americana no país.




