O Egito recebeu quase 19 milhões de turistas em 2025 e estabeleceu como meta receber 30 milhões anualmente até 2030, o que cria uma necessidade clara de capacidade aérea adicional. O país já está a investir em infraestrutura, com um quarto terminal planeado para o Aeroporto Internacional do Cairo que aumentará a capacidade anual para 70 milhões de passageiros, enquanto o Aeroporto Internacional Sphinx concluiu recentemente uma modernização.
As companhias aéreas egípcias estão a planear expansões significativas das suas frotas. A Egypt Air pretende chegar às 125 aeronaves, acrescentando 34 aparelhos e duplicando o número de passageiros. A Air Cairo, sua subsidiária, planeia expandir de 42 para 82 aviões nos próximos quatro anos. No entanto, as decisões sobre frotas permanentes são tomadas com anos de antecedência, enquanto a procura de passageiros pode sofrer alterações dentro da mesma temporada.
O sistema de wet leasing, conhecido como ACMI (Aeronave, Tripulação, Manutenção e Seguro), oferece uma solução para esta lacuna. Justinas Bulka, CEO da KlasJet, operadora de ACMI e fretamentos do Grupo Avia Solutions, explica que esta flexibilidade permite às companhias aéreas responder a picos sazonais, lançar novas rotas ou colmatar lacunas de capacidade quando há atrasos na entrega de aeronaves permanentes. A KlasJet demonstrou este modelo através da cooperação com a Air Cairo em 2025, tendo colocado uma aeronave no Cairo em apenas três dias após a assinatura do acordo.
De acordo com Bulka, a combinação de frota permanente com contratos ACMI pode aumentar a rentabilidade global de uma companhia aérea em cerca de dois a três por cento. A KlasJet integra o Grupo Avia Solutions, o maior fornecedor mundial de ACMI, com uma frota de 107 aeronaves. Os planos de expansão da frota egípcia enfrentam desafios, já que as restrições de produção e da cadeia de abastecimento continuam a afetar os principais fabricantes de aeronaves, que em conjunto têm uma carteira de encomendas estimada em 12 anos.




