Angolanos deslocados enfrentam abusos graves na NamíbiaFoto de Diego Santacruz no Pexels
Mundo
Инвестиции
Castelo Branco

Angolanos deslocados enfrentam abusos graves na Namíbia

oRegiões2 de setembro de 2026 às 19:03

Angolanos deslocados enfrentam abuses graves na Namíbia. Uma investigação da Amnistia Internacional, realizada entre Maio de 2024 e Maio de 2026, documentou severas violações dos direitos humanos contra cidadãos angolanos que procuram refúgio na Namíbia devido à estiagem extrema no sul do seu país. Os investigadores recolheram depoimentos de pelo menos 167 pessoas, incluindo refugiados, líderes comunitários, académicos e funcionários locais. As autoridades namibianas em Windhoek não responderam aos pedidos de esclarecimento enviados pela organização.

O relatório revela deportações sumárias e detenções arbitrárias sistemáticas. Em 2026, o Ministério do Interior namibiano confirmou a repatriação compulsiva de mais de 1.000 cidadãos angolanos em situação irregular. Em 4 de Junho de 2025, cerca de 40 pessoas, incluindo mães e menores, foram concentradas à força num centro comunitário em Opuwo e transportadas até à fronteira de Ruacána sem triagem individualizada, informação jurídica sobre direito de asilo ou avaliação de riscos. Várias crianças desacompanhadas sofreram deportações sem salvaguarda processuais mínimas, violando o princípio da não repulsão consagrado no direito internacional.

O estatuto clandestino dos deslocados resulta em exclusão dos serviços básicos. Unidades de saúde governamentais cobram valores mais elevados aos cidadãos sem registo, e o medo de ligação entre hospitais e polícia de fronteiras leva dezenas de famílias a adiar tratamentos de doenças graves. Nos arredores das cidades setentrionais namibianas, centenas de pessoas vivem em abrigos improvisados com cartão prensado e plástico, sem água canalizada, saneamento ou isolamento térmico.

A crise tem origem na destruição ambiental das províncias angolanas do Cunene, Huíla e Namibe, afectadas pela aridez severa e pelo fenómeno El Niño. A seca dizimou o gado, secou poços comunitários e inviabilizou a agricultura de subsistência. Entre Janeiro e Julho de 2021, mais de 7.000 pessoas atravessaram a fronteira, predominantemente mulheres grávidas, lactantes e idosos. A Amnistia Internacional responsabiliza também o governo angolano por investimento insuficiente em adaptação climática e apela aos países industrializados para alocarem financiamento climático para perdas e danos em favor das nações africanas mais expostas.

Notícias relacionadas

Mundo

Identificados dois suspeitos dos ataques com drones no aeroporto de Leipzig

As autoridades alemãs identificaram dois suspeitos dos ataques com drones contra o aeroporto de Leipzig/Halle, no leste da Alemanha, e apontam suspeitas de participação do governo russo no incidente falhado. As forças de segurança têm sob investigação indivíduos com ligações à Rússia, num caso que envolve tensões diplomáticas entre a Alemanha e a Rússia.

Euronews Portugal02/09/26, 19:47
Mundo

"Tempos de conquistar países acabaram", diz Gronelândia

O primeiro-ministro da Gronelândia, Egede, afirmou que "os tempos de conquistar países acabaram", agradecendo o apoio dos Estados-membros da União Europeia e enviando um aviso aos Estados Unidos de que qualquer interferência na Gronelândia será considerada uma interferência contra toda a União Europeia.

Observador02/09/26, 19:31
Ucrânia: Portugal está a identificar equipamento energético não utilizado para doar a Kiev
Mundo

Ucrânia: Portugal está a identificar equipamento energético não utilizado para doar a Kiev

Portugal está a identificar equipamento energético não utilizado, particularmente peças e material de centrais a carvão desativadas, para doar à Ucrânia e apoiar a sua produção de energia. Paulo Rangelo salientou que este material pode ser muito importante para ajudar a Ukraine a enfrentar os desafios energéticos causados pela guerra.

Sábado02/09/26, 19:30
O plano para “sangrar” os EUA: como Irão e Rússia podem transformar uma guerra curta num conflito interminável
Mundo

O plano para “sangrar” os EUA: como Irão e Rússia podem transformar uma guerra curta num conflito interminável

O artigo analisa a possibilidade de que o Irão e a Rússia tenham um plano estratégico para transformar um potencial conflito militar breve contra os Estados Unidos numa guerra interminável, esvaindo os recursos e a determinação americanos. Seis meses após o início da guerra contra o Irão, levanta-se a questão de saber se Washington está a entrar precisamente numa nova guerra sem fim.

SAPO Notícias02/09/26, 19:25