Livre acusa Chega de criar “folclore” e desrespeitar “tempo do parlamento” com censuraFoto de Pedro Inacio no Pexels
Política
Инвестиции

Livre acusa Chega de criar “folclore” e desrespeitar “tempo do parlamento” com censura

Jornal Económico2 de setembro de 2026 às 18:20

A porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes acusou o Chega de criar "mais um episódio de folclore" com a apresentação de uma moção de censura ao Governo, considerando que o partido está a desrespeitar "o tempo do parlamento". A líder parlamentar do Livre sustentou que a entrega da moção atiraria o debate para segunda-feira, dia 7, véspera da audição parlamentar do ministro da Administração Interna, Luís Neves, marcada para o dia 8.

Isabel Mendes Lopes criticou o partido liderado por André Ventura, acusando-o de "cavalgar sempre a maior polémica para estar sempre na crista da onda e ocupar todo o espaço mediático", impedindo que se debatam outros temas que "verdadeiramente preocupam o país". A responsável do Livre lembrou que Luís Neves "tem várias explicações para dar" e que "o primeiro-ministro tem que se pronunciar", mas salientou que o ministro virá ao parlamento no dia 08.

Relativamente à posição do Livre na moção de censura, Isabel Mendes Lopes remeteu a decisão final para os órgãos internos do partido, mas deixou claro que o Livre nunca votou favoravelmente uma moção de censura do Chega. "O Livre não acompanha o folclore do Chega de maneira nenhuma e, portanto, nunca votámos favoravelmente. Aliás, votámos sempre contra as moções de censura apresentadas pelo Chega, porque são exatamente mais um processo de degradação das instituições a que o Chega nos tem habituado", criticou.

O líder do Chega, André Ventura, anunciou que entregou no parlamento uma moção de censura ao Governo na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Notícias relacionadas

Política

BE diz que moção de censura do Chega falha nos motivos

ARTIGO: yes RESUMO: O BE considerou que a moção de censura apresentada pelo Chega falha nos motivos. O bloquista Pureza admitiu que Luís Neves "se tornou um agente de confusão", mas criticou André Ventura por ignorar o custo de vida dos portugueses, afirmando que "Montenegro agradece e as pessoas continuam com as contas por pagar". CATEGORIA: politics

Observador02/09/26, 20:48
Política

Censura. PCP critica Chega e reserva sentido de voto

O PCP criticou duramente o Chega, acusando o partido de "disfarçar" a sua convergência com o Governo PSD/CDS-PP em matéria de censura. Os comunistas deixaram claro que não votarão a favor de qualquer proposta do Chega nesta matéria, embora não fechem completamente a porta a uma eventual abstenção, reservando o sentido de voto para uma análise mais aprofundada.

Observador02/09/26, 20:39
Qual é a estratégia do Chega com a moção de censura?
Política

Qual é a estratégia do Chega com a moção de censura?

O programa "Linhas Direitas" da SIC contou com Carlos Guimarães Pinto, Cristina Rodrigues e Miguel Morgado como comentadores para analisar a moção de censura apresentada pelo partido Chega ao Governo, discutindo a estratégia por trás desta iniciativa política e as suas implicações no cenário político português.

SIC Notícias02/09/26, 20:32
Obras, contratos e infrações financeiras: as seis investigações que escrutinam os sete anos de Luís Neves à frente da PJ
Política

Obras, contratos e infrações financeiras: as seis investigações que escrutinam os sete anos de Luís Neves à frente da PJ

Luís Neves, que durante sete anos comandou a Polícia Judiciária (PJ), é agora alvo de meia dúzia de investigações que analisam o seu mandato à frente da polícia que investiga a criminalidade grave. As investigações focam-se em obras, contratos e infrações financeiras desse período. A situação é marcada por uma ironia institucional: já como ministro da Administração Interna, Luís Neves é escrutinado pela instituição que anteriormente dirigia.

SIC Notícias02/09/26, 20:30