A Uber planeia cortar 10% da sua força de trabalho em todo o mundo. O CEO Dara Khosrowshahi anunciou esta decisão numa mensagem enviada aos trabalhadores na quarta-feira, explicando que o objetivo é simplificar a estrutura, redefinir a estratégia e concentrar os investimentos e o talento nas maiores oportunidades. Todos os trabalhadores afetados já foram notificados, exceto nos países onde será necessário cumprir processos locais.
O crescimento registado pela Uber nos últimos cinco anos trouxe complexidade organizacional, com mais níveis hierárquicos, maior fragmentação da responsabilidade e estruturas que faziam sentido quando a empresa era menor. A empresa vai eliminar posições de coordenação, reduzir o número de níveis hierárquicos e alargar a abrangência de cada chefia, concentrando equipas onde havia duplicação de trabalho.
A Uber vai também reduzir o número de hubs chave e pedir à maioria dos trabalhadores remotos que passem a trabalhar de forma presencial, sendo que apenas 1% dos trabalhadores continuarão a teletrabalhar. O CEO garante que as decisões são difíceis, mas vão ajudar a empresa a tornar-se mais simples, rápida e capaz de investir no futuro.
A Uber emprega cerca de 600 pessoas em Portugal. Questionado pelo ECO, o braço português da empresa não adiantou se a equipa portuguesa será afetada pelos cortes, remetendo para a mensagem do CEO sem mais detalhes.




