A guerra híbrida de Rusia contra a Europa está a escalar rapidamente. Este tipo de conflito combina sabotagens, operações de espionagem, ciberataques e incursões aéreas, tudo realizado de forma que dificulta a atribuição direta a Moscovo. O objetivo é desestabilizar os países europeus sem chegar a um confronto militar aberto.
Nos primeiros nove meses de 2026 foram registadas 50 violações do espaço aéreo da UE com drones e aeronaves, um número que supera significativamente a média dos anos anteriores. Entre 2022 e 2025, tinham ocorrido apenas 62 violações no total, o que mostra a aceleração da atividade Hostil.
Estas ações são atribuídas ou associadas a Moscovo e incluem sabotagens, operações de informação e ataques cibernéticos direcionados a infraestrutura crítica europeia. A UE tem monitorizado e documentado estas atividades como parte de um padrão coordenado de agressão.
O último episódio conhecido foi uma tentativa falhada de ataque com drones num aeroporto de Leipzig, na Alemanha. Este incidente ilustra como as incursões aéreas fazem parte da estratégia mais ampla de pressão russa sobre o território europeu.




