O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a retirada de publicações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro que colocam em dúvida a segurança das urnas eletrônicas brasileiras. As publicações utilizavam documentos da CIA sobre eleições na Venezuela para questionar o sistema de votação eletrônico no Brasil.
A decisão também proíbe Eduardo Bolsonaro de voltar a divulgar conteúdos que associem a empresa Smartmatic às urnas utilizadas no Brasil. O ministro estabeleceu o prazo de 24 horas para que Eduardo ou a plataforma X retirem as publicações indicadas pela federação autora da ação.
A ação foi apresentada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, contra Eduardo Bolsonaro, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, e os deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC). A federação acusa os quatro de promoverem, entre 17 e 21 de julho, um movimento de desinformação contra o sistema eletrônico de votação.
O ministro Nunes Marques também proibiu Eduardo de reiterar, republicar ou propagar conteúdos semelhantes sobre o tema, buscando conter a disseminação de informações que possam prejudicar a confiança no processo eleitoral brasileiro.




