Nova Geração exige documentos sobre concurso falhado para estudo da Polícia Municipal em Vila Franca.Foto de fleglsebastian7 no Pexels
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Nova Geração exige documentos sobre concurso falhado para estudo da Polícia Municipal em Vila Franca.

Jornal e Rádio Valor Local Regional – Grande Lisboa, Ribatejo e Oeste2 de setembro de 2026 às 14:39

A Nova Geração vai apresentar um requerimento à Câmara de Vila Franca de Xira para obter documentos sobre o concurso que falhou para a realização de um estudo sobre a viabilidade de criação da Polícia Municipal no município. A iniciativa surge depois de o presidente Fernando Paulo Ferreira ter revelado publicamente que o procedimento não resultou em qualquer adjudicação, informação que, segundo a coligação PSD/IL, era desconhecida pelos restantes membros da vereação.

O estudo foi aprovado há quase sete meses, por proposta da própria Nova Geração, com a previsão de ser apresentado num prazo de três meses. Na última reunião do executivo, o vereador David Pato Ferreira confrontou o presidente com o atraso e lembrou que outros municípios, como Torres Vedras, avançaram mais rapidamente, tendo aprovado a criação da Polícia Municipal em julho e devendo submeter a questão à Assembleia Municipal em setembro.

Fernando Paulo Ferreira confirmou que a primeira tentativa de contratação externa não conseguiu adjudicação, mas assegurou que o procedimento será relançado, com os serviços municipais a preparar novos termos de referência. O autarca rejeitou que as matérias tenham sido esquecidas e adiantou que estão igualmente a ser preparados cadernos de encargos e estimativas de custos para outros estudos pendentes.

A Nova Geração aponta ainda a falta de concretização de propostas aprovadas noutras áreas, como saúde e modernização dos serviços municipais, incluindo a defesa da Parceria Público-Privada no Hospital de Vila Franca de Xira, vales municipais de saúde e a utilização de ferramentas de Inteligência Artificial no urbanismo. A coligação considera que os atrasos revelam incapacidade do executivo para executar as próprias deliberações da Câmara.

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