“Senti vergonha alheia”: vice da Câmara do Funchal acusa Luís Neves de “total desrespeito” pela PSPFoto de Александр Фролов no Pexels
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“Senti vergonha alheia”: vice da Câmara do Funchal acusa Luís Neves de “total desrespeito” pela PSP

Jornal Económico2 de setembro de 2026 às 13:44

O vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, Carlos Rodrigues, criticou duramente o discurso do ministro da Administração Interna, Luís Neves, durante a cerimónia de aniversário dos 148 anos do Comando Regional da PSP da Madeira, que decorreu em Câmara de Lobos no dia 1 de setembro. Rodrigues, que é do PSD, recorreu ao Facebook para expressar a sua indignação, classificando o momento como um dos mais confrangedores que assistiu em política e acusando o governante de "total desrespeito" pela instituição policial.

Segundo Carlos Rodrigues, Luís Neves aproveitou a cerimónia para se auto-elogiar, mostrar vaidade e envolver-se num bate-boca com o líder do Chega, André Ventura. O autarca considerou que o momento representou "uma elegia ao absurdo, uma deselegância grosseira e uma total violação da ética e honra" que deveria presidir a cerimónias daquele tipo, declarando ter sentido "vergonha alheia".

No seu discurso, Luís Neves afirmou estar a ser alvo de "insinuações e mentiras", mas garantiu que não se deixará intimidar e continuará a governar e a trabalhar. O ministro acusou André Ventura de lançar "o caos, porque dá jeito", referindo-se às insinuações e acusações sem provas que, segundo Neves, visam destruir a sua reputação. O governante salientou ter "mais de 30 anos dedicados ao serviço público" e um "legado operacional e de dirigente que é à prova de bala".

Na semana anterior à cerimónia, André Ventura tinha admitido avançar com uma moção de censura contra o governo caso o primeiro-ministro não resolvesse a situação do ministro, considerando que o comportamento de Luís Neves tinha atingido um nível "grotesco" e "inaceitável". O ministro criticou ainda a comunicação social, acusando-a de repetir acusações graves sem que estas sejam demonstradas, e afirmou que nunca uma decisão sua foi judicialmente revogada.

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