Os medos de inflação continuam a pressionar as dívidas soberanas pelo segundo dia consecutivo, com os yields a baterem máximos de vários anos em vários países. Na Alemanha, as bunds a dez anos atingiram 3,375% (máximo desde 2011), os títulos japoneses a dez anos mantiveram-se acima de 3% pela primeira vez em 31 anos, os títulos do Tesouro dos EUA mantiveram-se acima de 4,8% e as gilts britânicas a dez anos renovaram máximos de 2008 com 5,294%. Em Portugal, os títulos a dez anos chegaram a 3,747%, fixando novos máximos desde 2023, embora o país beneficie da redução da dívida e correção orçamental. O renovado conflito no Médio Oriente, com nova troca de fogo entre norte-americanos e iranianos em Ormuz, deverá agravar a inflação e levar os bancos centrais ocidentais a novas subidas das taxas diretoras.
Jornal Económico02/09/26, 13:22