O Alentejo concentra quatro das cinco últimas grandes intervenções rodoviárias concluídas pela Infraestruturas de Portugal no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, num investimento conjunto próximo de 179 milhões de euros. As obras incluem três novas variantes — em Évora, Beringel e Figueira de Cavaleiros — e a duplicação de um troço do IP8 entre Relvas Verdes e Roncão, todas abertas à circulação no passado dia 31 de agosto.
A Variante Nascente de Évora, no valor de 54,9 milhões de euros, é a empreitada rodoviária de maior valor executada pela Infraestruturas de Portugal no quadro do PRR. Com aproximadamente 12,8 quilómetros de nova estrada, estabelece uma ligação entre o Nó de Évora Nascente da A6/IP7 e o IP2, em São Manços, dispondo de duas vias em cada sentido e incluindo 13 obras de arte ao longo do traçado.
As restantes intervenções alentejanas abrangem a Variante a Beringel, com 33,6 milhões de euros e 22,5 quilómetros integrados na beneficiação do IP8/EN121 entre Ferreira do Alentejo e Beja, e a Variante de Figueira de Cavaleiros, com 30,9 milhões de euros e 22 quilómetros no troço entre Santa Margarida do Sado e Ferreira do Alentejo. A estes junta-se a duplicação do IP8 entre Relvas Verdes e Roncão, num investimento de cerca de 45 milhões de euros que reforça a ligação entre Sines e a A2 com duas vias em cada sentido ao longo de aproximadamente 15 quilómetros.
Com a conclusão destas cinco empreitadas, a Infraestruturas de Portugal atingiu 154 quilómetros de estradas construídas ou requalificadas no âmbito da meta rodoviária do PRR, superando os 111 quilómetros definidos como objetivo. A empresa recebeu já 508 milhões de euros de fundos da União Europeia para os investimentos do PRR, correspondentes a 94% do financiamento disponível. A quinta intervenção deste conjunto situa-se fora do Alentejo, na Variante à EN211 entre Quintã e Mesquinhata, no Norte do país.




