O Banco de Portugal publicou estatísticas de taxas de juro e montantes de novos empréstimos e depósitos de empresas e particulares referentes a julho de 2026, revelando subidas nas taxas de novos depósitos a prazo, um novo máximo histórico no volume de aplicações dos particulares e um novo recorde na prestação média dos empréstimos à habitação.
A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares aumentou pelo sexto mês consecutivo, passando de 1,55% em junho para 1,59% em julho. O montante destas novas operações atingiu 13.704 milhões de euros, mais 1.686 milhões do que no mês anterior e um novo máximo histórico. Os depósitos com prazo até um ano representaram 95% do total. Nas empresas, a taxa média fixou-se em 1,98% e o volume de novas operações subiu para 11.433 milhões de euros.
As novas operações de crédito aos particulares totalizaram 3.839 milhões de euros em julho, impulsionadas sobretudo pelos empréstimos à habitação, que subiram 57 milhões para 2.836 milhões de euros. A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação aumentou para 2,96% e a prestação média mensal do stock de empréstimos à habitação atingiu um novo máximo histórico de 441 euros, mais 5 euros do que em junho.
Em julho, 86% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista, com a taxa média a subir para 2,83%. Nos contratos a taxa variável, a taxa média avançou para 3,19%. Portugal mantém a quinta taxa média mais baixa da zona euro tanto nos depósitos como nos empréstimos à habitação.




